Baixa Auto-Estima, quais as características?

Auto-Estima – a estima que temos por nós mesmos, baseada numa auto-imagem e na consciência que temos sobre nós como um todo. A perceção que temos dos nossos recursos internos, e a forma como os utilizamos, se a nosso favor (alta-auto estima), ou contra nós (baixa auto-estima).

A Baixa Auto-Estima  é uma característica comum das pessoas que se sentem inadequadas consigo mesmas, com os outros, e com a vida em geral.

A baixa auto-estima, revela uma ausência de maturidade emocional, uma existência de crenças profundas auto-sabotadoras, e demasiadas regras internas que não permitem a nossa expansão em todas as áreas de vida.

Estagnação interna que nos paralisa e nos impede de buscar recursos internos e desenvolver os nossos potenciais

A baixa auto-estima denuncia uma estagnação interna,  e uma “necessidade” inconsciente, em Responsabilizar/”culpar”o exterior sobre todos os acontecimentos da vida, de um modo geral. Estagnação esta que nos paralisa e nos impede de buscar recursos internos e desenvolver os nossos potenciais, o que acaba por nos bloquear em todas as áreas da nossa vida. Óbvio que todos nós temos algum tipo de comportamento menos saudável, e que na sociedade em que vivemos é muito difícil cuidar da saúde, e ser fundamentalista também não é a solução, no entanto é importante observarmos se nos cuidamos com o respeito mínimo.

Libertando a baixa auto-estima, é possível co-criar uma nova realidade interna e externa

Os resultados pouco satisfatórios na vida, levam-nos a acreditar que não temos “o poder” interno para conseguir “mudar o mundo que nos rodeia”. No entanto é possível reverter os resultados a nosso favor, mudando o foco, mudando as verdades, mudando as regras, mudando a ação, mudando a visão, mudando a percepção, mudando a direção, e ressignificando tudo o que nos acontece, tudo isto se tornará a prova viva de que é possível co-criar uma nova realidade interna e externa. Logo após pequenas mudanças, e treinamento de novas habilidades internas, todos os resultados começarão a ser diferentes, mais adequados e satisfatórios.

O facto de não conseguirmos aceitar que podemos e devemos assumir um papel ativo na nossa própria mudança interna e externa, pode revelar bloqueios emocionais que mostram um baixo senso de auto-valor. Bloqueios esses que se manifestam pelos medos inconscientes auto-sabotadores, pela rejeição do confronto com as nossas dores mais profundas, e acima de tudo pela rejeição da responsabilização pela própria mudança.   Apenas assumindo um papel ativo e responsável sobre uma mudança interna, poderá mudar a nossa realidade externa.

Pessoas com alta auto-estima revelam a coragem de olhar para dentro para se transformarem

A Auto-estima alta revela pessoas que acreditam que merecem o melhor, e independentemente das provações da vida, sempre se predispõe a usar os desafios como fontes de crescimento. Pessoas com alta auto-estima revelam a coragem de olhar para dentro, permitem-se aceitar e assumir a responsabilidade sobre uma mudança interna ativa que se revelará em todas as áreas da vida. Observando e aceitando a possibilidade de ela prória estar a se auto-sabotar e a bloquear os resultados que ambiciona na sua vida.

A falta de abertura em aceitar buscar internamente recursos e formas de reconhecer em si mesmo que algo não está bem, pode revelar crenças internas auto-sabotadoras.

A estagnação e congelamento interno, será o maior impedimento de alcançar algo maior na vida.

Normalmente, as pessoas com baixa auto-estima não re-conhecem nem acreditam nos seus potenciais, nem na sua real capacidade de dar resposta aos confrontos da vida, assim como também duvidam do seu merecimento e possibilidade de alcançar melhores relacionamentos, melhor emprego,  abundância, respeito, carinho, empatia, etc.

A falta de auto-estima denuncia uma estrutura emocional extremamente frágil, magoada e pouco estruturada, o que na maioria das vezes origina medos, péssimismo, negatividade, descrença, e falta de confiança em si, nos outros e na vida.

Falta de sentido de auto-valorização e respeito-próprio.

Uma pessoa com baixa auto-estima apresenta fortes indícios de falta de respeito por si mesma, para além de se desvalorizar, se colocar em 2º plano  não se sente merecedora de amor e respeito de si própria e por parte dos outros.

Muitas das vezes a baixa auto-estima pode trazer atitudes, aparentemente inofensivas, mas que se revelam de auto destruição, e desrespeito pela própria vida, pela vida dos outros e pelo vida do próprio planeta.

Fumar, por exemplo, é uma forma de auto-destruição, e destruir-se a si mesmo, revela um profundo senso de auto-amor, pessoa que se autodestroi em busca de um “falso” prazer e de uma falsa compensação que apenas traz culpa e entropia física, emocional, energética e mental. Ninguém pode ter prazer em se destruir lentamente, logo é uma destruição lenta e penosa, que apenas um profundo senso de baixa auto-estima pode trazer. Ninguém que se ama verdadeiramente se faz mal a si mesma, acredito eu, pelo menos de forma tão declarada.

A nossa alimentação e o tabaco, revelam o quanto não nos importamos de nos prejudicar em prole de um prazer sensorial

A nossa alimentação é, também, um forte exemplo do quanto não nos importamos de nos prejudicar, em prole de um prazer momentâneo, que serve para preencher ilusóriamente um vazio interno. A medicina Ayurvédica defende que tudo o que colocamos na boca ou cura, ou traz consequências graves para o nosso organismo, a medio e longo prazo. Muitas vezes dizemos, o importante é ter saúde, e incongruentemente, logo depois, nos vamos “prejudicar” com uma alimentação nos dá um prazer sensorial momentâneo ligado aos desejos terrenos, para preencher vazios.

Embora seja uma visão dura, fatalista, e muitas vezes difícil de aceitar, a ausência do valor saúde na nossa vida, é sem dúvida um reflexo de uma cultura, em geral, de falta de auto-estima. Obvio que todos nós estamos condicionados e limitados pelo ambiente que nos envolve, no entanto é fundamental que haja uma reflexão profunda sobre estas questões e o que realmente queremos para nós. Segundo a Medicina Ayurvédica, a nossa forma de envelhecer, mais ou menos digna, está diretamente relacionada com a forma como usamos a nossa mente, emoções, corpo e a forma como nos auto-motivamos para alcançar o melhor de nós e para nós. E todo o esforço para alcançar algo melhor para nós, irá com toda a certeza dar bons frutos e acima de tudo criar em nós um orgulho extremo por fazermos algo de bom na nossa vida.

Um exemplo muito simples de uma falta de respeito por nós mesmos, é o tabaco, fumar é uma atitude auto-destrutiva, não hesitamos em prejudicar-nos e causar danos irreversíveis ao nosso próprio corpo, afirmando que dá prazer.

Também uma pessoa que se permita conviver com pessoas que a desvalorizem e maltratem psicologicamente é uma pessoa que não se respeita e não tem percepção do que será o senso de auto-valorização.

A falta de Auto-Estima resulta da ausência do Auto-Conhecimento e da necessidade de cura de bloqueios emocionais

O conhecimento de nós mesmos passa por várias vertentes do Ser:

  • Emocional Consciente – inteligência emocional
  • Psicológico Consciente – inteligência mental
  • Comportamental Consciente – inteligência corporal/físico
  • Motivacional e energético Consciente – inteligência espiritual

Uma pessoa com baixa Auto-Estima, é uma pessoa, também sem auto-conhecimento, não tem noção de si mesma em todas estas vertentes do  SER.

O nosso potencial é infinito e ilimitado, no entanto devido a bloqueios é utilizado, na maioria das vezes, como uma forma de auto-sabotagem e auto-destruição. A força e energia que normalmente utilizamos para nos desmoralizar e derrubar, é a mesma energia, força e impulso que poderia ser utilizada para nos catapultar para altos voos.

O facto da maioria de nós, darmos demasiado poder ao “feedback” do exterior sobre nós mesmos, acabamos por não ter a noção do que merecemos verdadeiramente, nem ter consciência de onde estão as barreiras denunciam que nos estamos a deixar invadir e abusar pelos outros. Uma pessoa com auto-estima (o que é?) sabe o que merece e quando alguém pisa o limite do razoável,  manifesta-se e não dá qualquer oportunidade que abusem da confiança.

Desvalorização pessoal

Uma pessoa com baixa Auto-estima desvaloriza o que sente, e nas escolhas que faz no dia-a-dia mostra que não acredita merecer ser feliz, ter um emprego melhor, ter um bom ordenado, etc. É muito comum ouvirmos dizer da boca de uma pessoa com baixa Auto-estima, “a mim bastava-me apenas ter o suficiente para os gastos”, há uma crença que quem tem dinheiro é má pessoa, como se o facto de merecerem ter um bom emprego, um bom ordenado as tornasse más pessoas, não tendo a consciência que se tiverem muito dinheiro podem criar maravilhosos projectos de caridade e de ajuda ao próximo.

Desvalorizar as qualidades em prole das limitações

Uma pessoa de Baixa auto-estima valoriza os seus “defeitos” e desvaloriza as suas qualidades, e também não aceita bem os elogios e não se sente merecedora de presentes. É comum afirmarem que gostam mais de dar do que receber. Podem ter um grande medo de expor as suas ideias com receio do ridículo e da desaprovação.

Características das pessoas com baixa Auto-Estima

  • Ausência de credibilidade em si mesma.
  • Assume culpas por tudo o que lhe acontece, achando-se vitima do mundo e que todos estão contra si.
  • Tenta sempre justificar-se e encontrar um culpado para tudo.
  • Baixo rendimento, não acreditam que tem capacidade para conquistar uma boa vida e não agem para evoluir.
  • Não cria objectivos de realização emocional, pessoal e profissional.
  • Ignora as suas aptidões sociais adequadas para resolver situações de conflito (submissão ou agressividade excessiva)
  • Não tem iniciativa para actividades de realização pessoal e profissional, sempre com a desculpa da falta de tempo.
  • Medo de não serem aprovadas social e profissionalmente, não tem consciência do seu valor.
  • Vê-se através dos olhos dos outros, quando lhe dizem “és boa pessoa” ficam felizes e quando a chamam de “incompetente, sente-se miserável. O facto de não ter a consciência do seu valor, acha que são o que os outros dizem sobre si.
  • Muitas vezes pessoas muito qualificadas e competentes não conseguem a realização pessoal e profissional  por não terem consciência do seu valor e não terem força interior para se apresentarem adequadamente e assim saber passar com objectividade as suas competências e habilidades.
  • Nos relacionamentos é muito comum a submissão ou então a manipulação como uma forma de manifestação da baixa auto-estima.

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A Baixa Auto-estima resulta da falta de auto-conhecimento e é o nosso maior inimigo, a falta de conhecimento e consciência do nosso verdadeiro valor e potencial não nos permite alcançar as nossas realizações pessoais, profissionais, emocionais, etc.

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