Resistência à mudança.

O maior inimigo da alegria interior e/ou da cura da depressão  é, sem dúvida, a resistência à mudança. Uma pessoa estagnada na vida e sem resultados positivos, ou com depressão, entende claramente que a vida lhe está a exigir uma mudança interior e uma responsabilização pela resolução de conflitos internos que originam todo o sentimento de confusão, vazio e dor.
Grande parte de nós tem a percepção que se não houver uma mudança de atitude perante a vida, e no mundo que nos rodeia, teremos sempre as mesmas respostas e os mesmos desafios de sempre. No entanto, é difícil para nós, aceitar que temos uma grande responsabilidade no facto de obtermos as “respostas” da vida sempre com o mesmo registo, que consequentemente nos mantem em conflito interno e externo.

Não nos colocarmos em causa origina sempre um desequilíbrio e traz a sensação de falta de controle sobre, nós, sobre os outros e sobre a vida . É mais fácil atribuir culpa a acontecimentos, situações e pessoas exteriores a nós, do que aceitarmos que a mudança está em nós, no entanto se mantivermos essa visão e postura nada mudará.

A nossa vida é o resultado dos nossos padrões de pensamento e dos nossos hábitos.

Os nossos desequilíbrios internos são o reflexo de todos as nossos padrões de pensamento, atitudes, opções, hábitos e decisões tomadas ao longo de toda a nossa vida. No entanto, cabe-nos a nós escolhermos passar, ou não,  a vida a acusar o mundo pela nossa desgraça. Se assim for, é possível que nada de diferente aconteça e que tudo continue no mesmo estado de caos e sem quaisquer resultados positivos. Se conseguirmos ter o entendimento claro de que as acusações, julgamentos e críticas não nos resolvem os nossos dramas internos, assim como também não mudam nada nem ninguém e são completamente inúteis. Passarmos a vida focados nos defeitos e erros dos outros não nos torna seres mais especiais e ainda nos esgota profundamente.

É preciso compreender que a nossa vida muda se mudarmos a nossa mente.

O mais importante na nossa vida é, colocarmo-nos sempre em causa e abrirmo-nos  sempre e constantemente à mudança e a algo de diferente, novo e melhor. É essencial que deixemos de nos focar nos erros dos outros e no que os outros fazem, e passemo-nos a focar a nossa atenção no que há em nós está a impedir que a nossa vida flua e o que pode ser melhorado.

Torna-se cada vez mais obvio que se o nosso passado nos trouxe estados de desequilíbrio e ansiedade, independentemente dos acontecimentos exteriores, cabe-nos a nós escolher o que fazemos com tudo isto e a melhor solução não é de todo continuar a repetir os mesmos padrões. Se iniciarmos um processo de mudança “agora”, tomar novas decisões, mudar atitudes, avaliar as nossas verdades e questiona-las, uma forma sensata de iniciar uma nova fase da vida. Em primeiro lugar é mesmo essencial uma analise profunda de quem somos e é importante que seja aberta uma possibilidade de questionar as verdades que constroem os nossos alicerces.

A resistência à mudança é uma rejeição que fazemos à possibilidade de nos abrirmos de alimentarmos os fogo interior e  de nos entregarmos ao melhor que a vida tem para nos dar. Permita-se curar a depressão e iniciar “agora” um processo de mudança interior, começar a alterar o padrão de pensamentos, mudar as atitudes, alterar os nossos hábitos, o  “amanhã”, “futuro” será o resultado dessa nova forma de estar e de ser.

© Texto e imagem originais de  Cristina Jorge

 

“Reprodução permitida desde que citada autoria e fonte com hiperligação (link)”

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