Referência ao comentário feito no Post “Sair da escuridão”.

PortalRecebi um comentário à postagem “Sair do escuridão”, o qual agradeço, assim como a coragem pela partilha…

Palavras-chave do comentário:
• Depressão acompanhada de anorexia.
• Recusa em aceitar ajuda.
• Medo.
• Vontade de acreditar que é uma fase má.
• “Alguém, mais uma vez me descarregou as baterias fracas num momento em que já me encontrava fragilizada.”
• “Aos poucos tentar conseguir agarrar a corda e subir, saindo do fundo do poço, onde me encontro neste momento.”

Dualidade e conflito interno.

No comentário representado por estas palavras-chave, nota-se antes de mais um enorme conflito interno, um desafio dual entre a vontade da pessoa em se querer libertar deste profundo estado depressivo e um medo pavoroso de agir…o sofrimento é tanto quanto a vontade de se libertar e libertar o coração deste pesado sofrimento, no entanto existe inerente uma sensação de negação poderosa, vinda do subconsciente que faz a pessoa não acreditar que merece viver e sentir as coisas boas da vida. Como se ela sentisse a obrigação e o dever de se punir por algo que dificilmente poderá explicar de forma consciente…um impulso incontrolável que a direcciona para um lado, uma batalha que trava com outro seu lado que apela desesperadamente por ajuda.
Aceitar ambas as partes como amigas é um segredo poderoso…não lutar contra nada, apenas tentar entender o sentido que essa dor/depressão quer transmitir e ensinar….não virar as costas a essa dor nem culpa-la de nada, trata-la com amor e perguntar à dor/depressão o que ela quer ensinar.

O sentido da dor e do sofrimento.

Essa dor, esse medo querem ajudar a pessoa, evitanado viva de novo situações penosas através do medo…a programação neurológica que permanece faz uma generalização, acreditando que os acontecimentos do passado se irão repetir sempre e da mesma forma…alertando que por ter sido doloroso uma vez, que irá ser sempre (crença negativa) assim e o medo apenas serve para proteger (acha o subconsciente). No entanto, a dor, medo, inercia, sofrimento, também não estão a ser uma solução…há que aceitar esta dualidade, olha-la com amor e não como inimigos, este é um primeiro passo para integrar estas duas partes. Nada é mau, tudo é uma aprendizagem e um processo de consciencialização.

A depressão pode ser o inicio de uma transformação muito positiva na nossa vida.

Depressão não é uma algo mau, longe disso….depressão é uma amiga que nos está a dizer que o caminho que estamos a teimar seguir não é bom para nós. Aceitar isto com tranquilidade e naturalidade é a melhor forma de agir…e sem dúvida o verdadeiro caminho em direcção à nossa essência.

Na realidade só há uma ajuda possível……apenas nós podemos decidir o que queremos de nós mesmos…e apenas cada um de nós pode escolher como quer usar o grandioso poder que tem e assim alimentar o fogo interior. Saber que podemos usar o nosso poder para nos auto-destruirmos ou direccionar o passado “doloroso” como uma bênção, um aliado à estruturação interna do nosso ser, um exemplo de sucesso e libertação, podendo utiliza-lo como um trampolim para ajudar os outros em situação semelhante. Ninguém pode tomar estas decisões por nós, a decisão do que fazemos com a nossa vida é uma responsabilidade de cada ser, embora muitas vezes não assumamos isso.

O nosso poder é ilimitado, cabe-nos a nós usa-lo para evoluir ou nos destruir.

A nossa força é apenas uma, a mesma pode ser usada para subir ou para descer, apenas temos que escolher dentro de nós para que lado queremos agir e se queremos continuar a usar a nossa poderosa força para nos mandarmos para o fundo do poço. Muitas vezes o melhor é ir mesmo ao fundo do poço, porque normalmente é ai mesmo…no fundo do poço que descobrimos poderosos talentos que até então não imaginávamos ter. Em astrologia este é um processo, associado ao Planeta Plutão, que nos faz renascer das cinzas, e apenas se torna doloroso devido à nossa resistência à mudança e à nossa falta de visão e flexibilidade….e acima de tudo por não sabermos confiar na vida.

O problema não é o que nos acontece, mas sim o que fazemos com o que nos acontece.

A depressão emerge sempre, não pelo que nos acontece mas sim pelo que fazemos com o que nos acontece…sentimo-nos afundar pelo facto de nos sintonizarmos no “mal” que “achamos” que os outros nos fazem em vez de nos focarmos na essência da aprendizagem que aquele acontecimento tem para nos proporcionar e também no bem que podemos fazer com tudo o que nos acontece. Uma questão de opções e decisões realizadas com a consciência que temos sobre quem somos e o que a vida realmente representa para nós…com um click apenas tudo pode mudar e ser bem diferente…. fazer uma diferente escolha na como quermos usar o nosso tempo sagrado, em sintonia com o escuro (nós podemos decidir a importância que coisa tem) ou escolher viver outras situações novas e positivas. Somos livres e inteligentes e podemos escolher a cada segundo que passa…o resultado das escolhas é que nos tornam grandiosos ou desgraçadinhos…e há que optar se queremos ser ou não grandiosos. Aliás, já o somos, apenas usamos o poder para a negatividade. No entanto, tudo faz parte de um processo de crescimento e consciencialização.

Assumir a responsabilidade pela mudança pode ser “o caminho”.

Muitas vezes a nossa tendência é encontrar um culpado, o qual responsabilizamos pela nossa desgraça e agarramo-nos a isso…até pode ser que alguém tenha tido alguma atitude que nos absorve alguma energia e que nos desafia, mas a responsabilidade de ficar agarrada a esse sentimento já não é do outro, é só nossa. Se foi assim tão má a atitude do outro, porque ficamos agarrada a essa atitude…não será sobrevalorizar excessivamente essa pessoa e situação…é verdade, doeu, tocou na ferida e então??? Agora é uma questão de tomar as decisões certas e uma delas é decidir que se damos essa importância a algo de forma tão focada é porque alguma ferida temos já “dentro de nós” e aquela pessoa apenas tocou no interruptor que activa “um trauma” que já lá habitava. Ou seja essa pessoa acaba por ser um agente de consciencialização do que temos para resolver. E enquanto não resolvermos aparecerão sempre outras pessoas que irão tocar nessa ferida, porque ela continua lá…viva…e irá doer enquanto não for curada. É importante aprender a anular todo esse poder limitador do subconsciente libertando toda a negatividade a ele inerente.

Culpar os outros não é uma solução para a nossa vida.

Por mais que alguém nos faça mal (se é que isto existe mas isso é outro tema), a depressão representa acima de tudo a importância que eu dou ao que os outros fazem e à falta de importância e valorização que damos a nos mesmos. Se o outro me fez algo, eu assumo que não presto e não mereço melhor. Na realidade não é o que o outro me faz que me deixou mal mas sim a minha capacidade de usar o que os outros dizem, pensam ou fazem para me por a mim mesma ainda mais para baixo. Ou seja, se o outro me fez mal e eu não gosto, porque razão eu faço a mim mesma ainda pior do que o outro me fez….??? Vá-se lá saber? O nosso pior inimigo somos nós mesmos, que somos capazes de nos torturar a nos mesmos até à morte se for preciso, seja qual for o método que usamos, tabaco, anorexia, álcool, auto-punições psicológicas e físicas, enfim, usamos o nosso poderoso poder da mente para nos “matarmos” aos poucos e depois ainda temos a coragem de dizer que são os outros que nos fazem mal, quando nós é que nos desgraçamos a cada segundo passa, com culpabilizações, restrições, castrações, repressões….e assim por diante. A resistência à mudança é sempre o maior inimigo que enfrentamos na vida e nem sempre é simples aceitarmos a responsabilidade da mudança em nós e na nossa vida.

A nossa vida é o resultado dos nossos hábitos, decisões, escolhas.

Nós somos livres de fazer o que quisermos da nossa vida, as rédeas da nossa vida estão nas nossas mãos (ou deveriam estar) quem se quer “matar” lentamente ou de uma vez é livre de o fazer, no entanto antes de culpabilizarem os outros ponham a mão na consciência e pensem que tipo de exemplo estão a dar que lhes dá o direito de julgar, acusar e apontar…se queremos um mundo melhor temos de ser nós o exemplo, e o tempo que perdemos com lamúrias, acusações e julgamentos estaríamos a fazer algo para mudar a nossa realidade e assim dar um exemplo ao mundo de como se faz para que tudo funcione melhor. Afinal de contas, o nosso futuro é o resultado daquilo que eu faço “AGORA”, neste momento….se eu decido tomar uma atitude positiva “AGORA”, com certeza que o meu amanhã será no mínimo o resultado dessa atitude…ou seja resulta no mínimo em um orgulho próprio por ter coragem de aceitar a vida como uma aprendizagem e fazer dela uma bênção.

O medo é uma das principais causas da depressão e a libertação do medo é uma das principais fontes de cura e de tratamento da depressão. É importante fazer um trabalho de desenvolvimento pessoal profundo acompanhado por terapias de libertação emocional.

Love Dolphin ♥

Texto original de Love Dolhpin para o site www.tratamentodadepressao.org

“Reprodução permitida desde que citada autoria e fonte com hiperligação (link)”

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